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Cachimbo de Água

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Ausência do invisível

Francisco Luís Fontinha 18 Jan 15

Absorvo o tesão intelectual,

tenho nas palavras o orgasmo da insignificância,

os momentos perdidos nos teus braços...

não me esperes hoje, meu amor,

sinto a maré do teu sémen voando entre personagens invisíveis...

e equações matemáticas,

apaixonadas,

pois claro,

e ainda,

o prometido automóvel do sorteio da TV,

e no entanto, sofres,

com a minha ausência.

 

 

Francisco Luís Fontinha

Sábado, 17 de Janeiro de 2015

Verdes olhos ao mar salgado

Francisco Luís Fontinha 17 Jan 15

Desenho_A1_05.jpg

(desenho de Francisco Luís Fontinha)

 

 

Verdes olhos ao mar salgado,

esta jangada de silêncio

fundeada nos braços do regresso,

às palavras a simplicidade do corpo em evaporação,

as mãos pela calçada abaixo,

sem medo,

verdes olhos ao mar salgado,

triste vida de transeunte acorrentado

às pálpebras do sofrimento,

o eterno desejo em forma de crucifixo

suspenso no gesso cansado,

a alvenaria dos teus seios...

sentem o amanhecer,

e da rua,

os murmúrios dos candeeiros apagados,

perdidos,

sempre à espreita da madrugada,

não paro,

não tenho coragem de olhar a lua,

o transatlântico enferrujado

com janelas de cartão

e portas de amar,

aos teus lábios...

o beijo dos verdes olhos ao mar salgado.

 

 

 

Francisco Luís Fontinha – Alijó

Sábado, 17 de Janeiro de 2015

 

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