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Cachimbo de Água

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Francisco Luís Fontinha 19 Fev 15

Desenho_A1_015.jpg

(desenho de Francisco Luís Fontinha)

 

Regressar, mãe?

O texto escreve-se no teu corpo, a partida pertence ao passado, triste, tão triste como fazer amor num vão de escada,

Os gemidos,

Os silêncios mergulhados na algibeira do cansaço, amanhã saberei se me pertences, maldito caixote em madeira,

Alguns tarecos, meia dúzia de fotocópias de fotografias,

O mar, mãe?

O mar... morreu,

Como morrem todas as coisas belas.

 

 

(ficção)

Francisco Luís Fontinha – Alijó

Quarta-feira, 18 de Fevereiro de 2015

 

São as noites

Francisco Luís Fontinha 18 Fev 15

Desenho_A1_098.jpg

(desenho de Francisco Luís Fontinha)

 

 

São as noites perdidas nos teus braços invisíveis,

há nos teus lábios o sabor da partida,

entre beijos esquecidos,

e tardes amigas,

sentidas nebulosas mãos no meu rosto,

quando cresce em ti a solidão das marés em fúria,

são as noites,

que te trazem ao meu esconderijo,

sem espelhos adormecidos num quarto de pensão...

às palavras o silêncio,

quando desnuda te debruças sobre a madrugada,

e sentes... o meu corpo em cinzas navegando no teu ventre!

 

 

 

Francisco Luís Fontinha – Alijó

Quarta-feira, 18 de Fevereiro de 2015

 

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