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Cachimbo de Água

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Francisco Luís Fontinha 17 Mar 15

Apaixonado, os búfalos alicerçados ao poema, o eterno perdido, navegando pelas linhas transversais da paixão, a guerra

Nunca conheci o meu pai,

Fotografias, uma velha espingarda... e

A guerra dentro do meu sangue, o meu irmão clandestinamente afogado no medo de não acordar, e todos os dias

Pai?

Em combate, os dias espelhados numa pequena folha em papel, ouviam-me os espirros das espingardas, ao longe, distante, o capim dormindo, cigarros incendiando os sonhos da adolescência, os textos confusos, as ditas fotocópias das fotografias... assassinadas,

Por um louco,

Miguel?

Margarida acredita no amor depois da morte,

Ele

“Foda-se”,

Ele sentado numa cadeira de praia, lia o jornal, olhava-me

Um dia

Regressarmos?

Nunca, pensava eu, ele sabia que um dia

Morto em combate,

“Filho da puta”...

Amor de mãe.

 

 

Francisco Luís Fontinha – Alijó

Segunda-feira, 16 de Março de 2015

Esteios

Francisco Luís Fontinha 16 Mar 15

A melodia nocturna da aventura

os esteios do silêncio abraçados ao cansaço

desespero

e espero

que acorde o dia

sem amargura

sem... sem cortinados de penumbra

baloiçando no pescoço da saudade

os cigarros entre as estrelas

os dedos mergulhados nos teus seios

acesos

em espuma

palavras

números

portas

e ruas

despidas

nuas

e sinto do outro lado do rio

os guindastes da solidão

voando como gaivotas

livres

como os barcos

sem marinheiros

sem...

acesos

os ossos em papel

das migalhas invisíveis do voo

o infinito

destino

das mãos

quando alguém desiste do luar

e sem... acesos

os ossos

o infinito destino

das mãos no leito do sono...

 

 

 

Francisco Luís Fontinha – Alijó

Segunda-feira, 16 de Março de 2015

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