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Cachimbo de Água

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A “puta” sempre só

Francisco Luís Fontinha 26 Mar 15

Engano-me nos teus olhos

Pareço um espelho confuso

Desfocado como os decenários da saudade

(perdi-me porra)

Sei lá agora

Meu amor

Se existes

Pareces

Uma lâmina de sémen baloiçando no teu peito

Amanhã

Meu amor

Caminharemos sobre o desejado orgasmo

(literário)

Pensavam o quê?

Engano-me nos teus olhos

Como se enganam os automobilistas de óculos escuros

Os escravos do sonho

As drageias congeladas no coração da minha flor

O caixão prateado

Amanhã

Saberei…

O quê?

Aldeia

Gajas boas

Lanternas radioactivas

Um disparo

Contra a morte

A “puta” sempre só

E mesmo assim

Percebo-a… como percebo os teus caprichos.

 

 

 

Francisco Luís Fontinha – Alijó

Quarta-feira, 25 de Março de 2015

...

Francisco Luís Fontinha 25 Mar 15

O exílio disfarçado de madrugada, alguns papeis, livros poucos, um retracto do meu avô e… e nada mais do que isso, Margarida chorava com a minha partida, eu, finalmente em liberdade,

Os panos,

Os cortinados envernizados de saudade

Pai, regressaste?

Não, filho!

A morte não tem regresso, os cortinados envernizados de saudade, a manhã despedia-se do paquete que me transportaria

Para o inferno,

Que me transportaria para o infinito beijo do capim, sonhava com lobos, coelhos e cobras

Cobras?

Serpentes engasgadas pela ventilação mecânica dos fósforos sem memória, esquecem-se dos cigarros sobre a lápide, a fotografia, e

Não, filho!

Para o inferno…

 

(ficção)

Francisco Luís Fontinha – Alijó

Quarta-feira, 25 de Março de 2015

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