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Cachimbo de Água

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Tarde clandestina do silêncio

Francisco Luís Fontinha 24 Mai 15

Em cada noite

A noite

Em desespero

Entre paredes

E o medo

Da noite,

 

Em cada noite

Ouvir

Sentir

De ti

E em ti

As palavras

Amargas

E belas,

 

Noites

Entre paredes

Descendo Calçadas

E veredas

Algumas verdes

Sonhos

Nos sonhos da Ilha

Outras verdes nos sonhos da ira,

 

Sem o saber

Nas palavras mortas embalsamadas e castanhas

Nuvens de prata

Na boca

Louca

Dos bairros em lata

E nada

E nada a atormenta…

 

Ela lamenta

A perda do livro

Na fogueira do corpo

Em brasa

Em chamas…

De nada,

 

De nada interessa saber

O calendário da noite

Que a noite engole

E come

Como um homem

Sentado à beira do rio

Desce

Sobe

Morrer

Afogado

Na tarde clandestina do silêncio

Do silêncio amargo…

 

Francisco Luís Fontinha – Alijó

Domingo, 24 de Maio de 2015

De imaginar…

Francisco Luís Fontinha 24 Mai 15

Não mereço

O

O teu preço

O que significam as palavras

Os livros

Os poemas

Os poetas…

Quando a vida

É

Quando a vida é tão curta

Prostituta,

 

Sempre

Ele

Sempre ele em luta

E labuta

Na vida que é “puta”

Sem perceber a beleza dos teus lábios,

 

Meu amor,

 

Sem perceber as lágrimas

Do meu olhar

Meu amor,

 

Sem vista para o mar,

 

Não mereço

A tua mão no meu rosto

E é lindo

E pareço

Que esqueço

O Agosto

Dos nossos fictícios encontros

Nas palavras

Entre palavras

Meu amor

Meu amor

Dentro de ti,

 

Sem vista para o mar,

 

Sem casas

Ou ruas

Para conversar,

 

Sobre ti

Em ti

Meu amor,

 

Sem vista para o mar

O silêncio da tua boca

Argamassada no espelho da dor

Sem ti

Meu amor

Em ti

A dor

O medo

Das coisas impossíveis

E possíveis

De

De imaginar,

 

E de… e de acreditar.

 

Francisco Luís Fontinha – Alijó

Domingo, 24 de Maio de 15

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