Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Cachimbo de Água

MENU

...

Francisco Luís Fontinha 28 Jul 17

11709769_1186970264653771_160843954919600992_n.jpg

 

Há dois anos, enquanto te despedias da vida, desenhei este quarto. Estava sentado ao teu lado, olhava-te e percebia que ainda respiravas…, hoje, não consigo perceber este desenho nem porque o fiz.

Apenas sentia o teu corpo prisioneiro como um rochedo ao mar… e algumas horas depois, viajaste em direcção ao luar.

Tags

...

Francisco Luís Fontinha 21 Jan 16

desenho_06_12_2015.jpg

Fontinha 

...

Francisco Luís Fontinha 8 Nov 15

desenho_06_11_2015.jpg

Fontinha - Novembro/2015

...

Francisco Luís Fontinha 23 Out 15

desenho_22_10_2015.jpg

 Fontinha - Outubro/2015

A morte da verdade

Francisco Luís Fontinha 14 Out 15

desenho_13_10_2015.jpg

Fontinha – Outubro/2015

 

A estátua que habitava no teu peito

Esta sentada, hoje, numa cadeira sem jeito,

Brinca, hoje, num jardim amarrotado por mãos inanimadas,

Como são tristes todas as madrugadas

E todos os versos do poeta,

Como são tristes todas as manhãs embriagadas

À mesa com um qualquer pateta,

Um imbecil encurralado na noite

Esperando o acordar de um relógio sem alma,

Chora, acredita nas lágrimas do sofrimento,

Chora, e inventa o inferno

No corpo do vento…

 

A estátua… não se cansa de dançar

Sobre a tua pele grená…

Os lábios manchados de sangue,

Os braços entranhados na face de um inocente,

Chora, acredita na liberdade,

Chora, acredita na saudade

Dos ausentes corpos de esferovite,

Grita, grita contra o muro invisível da prisão,

Morre a verdade,

Morre o ditador em pedacinhos de cacimbo…

Rasga o convite

E fica esquecido no tédio limbo…

 

Francisco Luís Fontinha – Alijó

Quarta-feira, 14 de Outubro de 2015

Loucos pássaros

Francisco Luís Fontinha 12 Out 15

desenho_12_10_2015.png

Fontinha – Outubro/2015

 

Ouvi-los… nunca,

Estes loucos pássaros envergonhados e tristes,

Estes homens sem fronteira

Galgando a sombra de outros homens,

Na fome, na miséria beleza

Quando o mar se aproxima, e mata, e eles fingem morrer,

Junto à ribeira,

Com o medo de tudo perder,

Eles, os pássaros, eles, os homens sem fronteira,

Agachados nos riachos envenenados pelo dinheiro,

Rastejando no capim outrora fértil de palavras…

E hoje, e hoje Oceanos de lágrimas laminadas.

 

Francisco Luís Fontinha – Alijó

Segunda-feira, 12 de Outubro de 2015

 

...

Francisco Luís Fontinha 11 Out 15

desenho_11_10_2015.jpg

 Fontinha - Outubro/2015

...

Francisco Luís Fontinha 10 Out 15

desenho_06_10_2015.jpg

Fontinha/Outubro-2015 

...

Francisco Luís Fontinha 16 Set 15

desenho_16_09_2015.jpg

Francisco Luís Fontinha - Setembro/2015

 

Sobre o autor

foto do autor

Feedback