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Cachimbo de Água

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Francisco Luís Fontinha 18 Nov 17

Poesia...

Hoje centenas de iões dentro de um quarto escuro, sem janelas, sem porta

Cadeia?

A cárcere, da palavra, sem porta, sem.… vida, mesmo assim sou feliz naquele local, chamar-lhe-ás... cemitério, jazigo, mas não, meu amor, a cárcere da palavra, como?

A cárcere, da palavra, ou, A cárcere da palavra?

Narcisos, viajantes bagagem, imponderáveis poetas, nos beijos, nas bocas sideradas pela saliva, em pequeno, ele, imaginava a escola um grande navio, o porão

Tão fundo, mãe,

Meu amor, as palavras cinza das minhas mãos, ter-te e não te ter, nos meus braços, as imagens a preto-e-branco dos teus olhos, existes?

Tão fundo, mãe...

A paixão e o amor, o centeio correndo em redor do pôr-do-sol, e ele

Coitado, imaginar uma escola um grande barco...

Louco, e ele, mãe, dizia-me que os sonhos são desenhos de um qualquer pintor em desespero, a renda de casa, luz, pouco mais do que isso

Pobres homens e mulheres...!

Tão fundo, mãe... a paixão e o amor, o centeio correndo em redor do pôr-do-sol, e ele... e ele embrulhado em sonhos, sonhos, mãe...

As três ciganas do deserto, os homens buscam a sina do silêncio, imaginam-se uma criança de prata, frágil, brincando nas palavras rochosas da poesia, João perde-se nas cartas,

O jogo,

A mentira

Fugir para outros continentes, outras galáxias... os homens, apaixonados pelos berros, da menopausa, o sal brincando nas encostas do abutre negro, sobre ela o beijo desenhado na areia, colorido, embrulhava-a numa estrofe envergonhada, levava-a para as cabanas dos sonhos adormecidos, cerrou os olhos

Foi bom, amor,

Só?

As pálpebras de solidão gritando pela liberdade, amanhã vou recomeçar a viver, a sonhar, a.… a escrever nos teus olhos,

Como são os teus olhos, meu amor!

Perdi-me,

Só?

Deus, cambaleando pelas ruas do sofrimento, olha-me e pergunta-me

Meu filho!

Sim, pai...

O corpo, meu filho, o corpo...

Três ciganas abraçadas à ardósia da tarde, os homens, conversas, e...

Palavras...

E, sim pai, não percebo as tuas palavras e não percebo os teus poemas,

Desculpa-me.… meu filho,

Palavras...

Só?

O falso rico esquecido no asilo do dinheiro, porque incha o corpo do rico e míngua o corpo do pobre?

As palavras,

Só. eu?

E.…, e sim, o cemitério engasgado nos ossos de António, o meu melhor amigo, companheiro, e.… e nem me avisou que ia viajar, de veleiro ao ombro, meia dúzia de bicuatas... e nunca

A fome dentro de um subscrito, lembrava-se das tardes de infância inventando barcos em esferovite e sonhos, ele

As palavras?

Ele sorria, percebia-se no seu rosto o esqueleto e a alma da alegria, e, no entanto, morreu...

E nunca, e nunca mais conversou comigo...

 

 

 

Francisco Luís Fontinha

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Francisco Luís Fontinha 15 Out 17

Do amor cansaço dizem-me as persianas do amanhecer, uma gaivota gira como um pião na mão de uma criança, do amor, dizem-me, da madrugada até ao desaparecer do sol que existem árvores com perfume de sonho, que vivem castelos de orvalho na ponta dos dedos da mão da criança que brinca com o pião, do amor, sinto-a mover-se como uma enxada mergulhada na crosta sincera do infinito luar, uma nuvem diz-me que todas as ruas da tua cidade extinguiram-se como pássaros em madeira estrangeira, há uma névoa de soalho esquecido no teu peito... e

Do amor,

O mar crescido nas planícies juntamente com a névoa de soalho

Na lareira?

O amor, o corpo incendeia-se, arde, evaporam-se as cinzas húmidas dos candeeiros de halogéneo quando as despedidas acordam, dois corpos se abraçaram, três corpos fingem olhar o rio, as lágrimas de três esqueletos são cortadas com a tesoura de costura da mãe Arminda, desenhava, recortava modelos em papel, depois, depois pegava num pedaço de pano e com a ajuda das sombras esquinas dos compartimentos exíguos... construía vestidos em chita para um palhaço de areia, e a morte ficava à entrada da porta, não entrava, tinha medo do boneco em palha que funcionava como espantalho, o milho ficava a salvo das garras dos melros e restante família e das tempestades embriagadas das noites intermináveis,

Na lareira? O mar crescido inventava lábios rosados na tua boca de livro apaixonado, havia entre nós uma ponte em esparguete, calculada por mim... não resistiu aos diversos ferimentos e partiu, e nunca mais regressou, as migalhas de ti, na minha algibeira, sinto-as quando puxo o lenço, sinto-as quando ainda acredito que tenho cigarros no bolso...

Meto a mão e em vez de cigarros

Tu?

O mar inventa-te e escreve-te como se tu fosses a mulher mais bela das marés de Outono, o mar parece um espelho repartido por vários inquilinos, grita o presidente do condomínio

Quem é a favor da expulsão da inquilina do sexto esquerdo levante a mão,

Ninguém,

O presidente do condomínio triste como abelhas em dia de feriado,

E tu, tu meu menino que brincas com o pião na tua mão, és a favor ou és contra?

O miúdo...

Quero lá saber... nem de cá sou,

O mar não é meu, o mar é apenas um quinto das migalhas de ti que trago na algibeira, o amor, o corpo incendeia-se, arde, evaporam-se as cinzas húmidas dos candeeiros de halogéneo quando as despedidas acordam, dois corpos se abraçaram, três corpos fingem olhar o rio, as lágrimas de três esqueletos são cortadas com a tesoura de costura da mãe Arminda, desenhava, recortava modelos em papel, depois, depois pegava num pedaço de pano e com a ajuda das sombras esquinas dos compartimentos exíguos...

Vestia o mar com insónias de chita, o pião sentia-o.… como hei-de dizer... o pião esconde-se nas cordas e

O amor, o corpo incendeia-se, arde, evaporam-se as cinzas húmidas dos candeeiros de halogéneo quando as despedidas acordam, dois corpos se abraçaram, três corpos fingem olhar o rio, as lágrimas de três esqueletos são cortadas com a tesoura de costura da mãe Arminda, desenhava, recortava modelos em papel, depois, depois pegava num pedaço de pano e com a ajuda das sombras esquinas dos compartimentos exíguos...

(Na lareira? O mar crescido inventava lábios rosados na tua boca de livro apaixonado, havia entre nós uma ponte em esparguete, calculada por mim... não resistiu aos diversos ferimentos e partiu, e nunca mais regressou, as migalhas de ti, na minha algibeira, sinto-as quando puxo o lenço, sinto-as quando ainda acredito que tenho cigarros no bolso...

Meto a mão e em vez de cigarros)

Engraçadinha,

Que mais fará plopque...

O portátil pifou,

Engraçadinha,

Meto a mão e em vez de cigarros

Tu?

Adormecias nos meus braços...

 

 

 

 

Francisco Luís Fontinha – Alijó

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Francisco Luís Fontinha 14 Out 17

(…)

 

 

E...

Tão belo como as sandálias da infância... sonhadoras,

As tristes viagens ao cacimbo da infância, o sombreado rosto no pavimento térreo e sem nome, as mangueiras no retracto do meu avô, de machimbombo na mão, abria-se o portão de entrada, um beijo, infinitos abraços... e o sentar numa cadeira de vime,

O cansaço disfarçado de saudade, a tela do silêncio em pequenos suspiros de amor, o sexo mergulhado nas frestas do passado, a morte e a loucura, e uma equação irresolúvel, menstruada nas sílabas da madrugada, não sei o significado desta noite,

Faltam-me as palavras,

E os desenhos,

Faltam-me as palavras certas para a tua boca de verniz, e quanto aos desenhos

Uma porcaria,

Sem nexo, abstractos como o teu sorriso, e tristes como o final da tarde junto ao rio, O Tejo embriagado nos meus lábios, os esqueletos de palha ardendo na maré, e uma porcaria

Os meus desenhos?

E tu,

Uma porcaria como todas as porcarias da minha vida,

E tu,

A “Divina Comédia” ...

Entre as minhas pálpebras de arroz,

Nasce o poema no teu olhar, recomeçam as sagradas lâmpadas do fugitivo sem destino, imagino-me um transeunte sem identificação, Pátria... nasce o poema no teu olhar cambaleando lâminas de azoto e perpétuas flores em papel, as lágrimas da inocência impregnadas no teu rosto, sangrento, fulminantes palavras inscritas na alvorada,

Amanhã regressarei aos teus braços,

Não, não quero Deus nas minhas mãos, não...

Braços,

A alvorada inseminada na fala dos desassossegados orgasmos de plástico, a claridade sideral poisa sobre os teus seios, meu amor,

E o amor?

Braços,

Palavras,

O corredor embriagado de flores e árvores caducas, na algibeira um beijo e algumas migalhas de suor que só o teu corpo sabe desenhar em mim, abri a janela, puxei de um velho cigarro, a tosse, a idade da tosse... sobre os meus ombros,

Tens de deixar de fumar...!

Nunca,

(Navegas na morte, habitam em ti as saudades da partida, o regresso sem saída, absorto, infinitesimal adormecido numa lápide de sonho, partimos, chegamos, o frio entranhou-se-nos nos ossos, esquecemos as palavras, e todos os momentos, a loucura imaginária dos vinhedos escrevia nos rochedos... o xisto disfarçado de “Alimento para Cães”, as ruas inúteis, fúteis, onde ”putas e drogados” dormiam para fugirem ao vicio, a emigração dos corações de areia, a sedução, o prazer quando o teu corpo balançava na alegria, o sótão vazio, o telhado encravado nas ombreiras da paixão,

Amo-te, escreve ela todos os dias no espelho embaciado,

Amas-me?

O que é o amor, meu amor...

Palavras, poemas, poetas... & mortos sem cabeça, Amas-me? O que é o amor, meu amor...

Pedra, madeira...ou papel quadriculado,

Oiço

“Foda-se o amor”)

Nunca oiço, as tuas exclamações do prazer, e quando o teu corpo se desfaz em cinza, eu, sou absorvido pelos teus olhos, navego desde que cheguei, dentro de um caixote em madeira,

Alguns tarecos, fotografias e fios de sémen ainda por descobrir, os calções emagrecidos na madrugada, o desejo desenhado nas montanhas do “Adeus” ...

Até logo, meu amor...

E nunca,

O que é o amor, meu amor...

Os meus desenhos?

E tu,

Uma porcaria como todas as porcarias da minha vida,

Estes desenhos sem sentido, abstractos, doentes, malditos... sinto-o e finjo que ele não existe, não o quero ver, não me apetece falar com ele, amanhece nos teus braços e não me dou conta da liberdade das tuas mãos, das palavras dos teus lábios... e dos teus beijos geométricos,

A rima é de quem a trabalha,

Geométricas cintilações de cianeto, o azoto e os cigarros,

E tu?

Amanhã amar-me-ás como hoje?

Mas hoje... não existe, um caixote em madeira, alguns tarecos e meia dúzia de fotografias,

Todas,

Todas a preto e branco...

Partiram, levaram o miúdo dos calões e o caixote em madeira,

Alguns tarecos, pouca coisa e fotocópias de fotografias envenenadas pelo silêncio, na algibeira, o amor, o desejo do mar, dos barcos e das coisas

Simples?

 

 

 

(…)

 

 

(não revisto)

Francisco Luís Fontinha – Alijó

O homem invisível

Francisco Luís Fontinha 26 Ago 17

Dizem que sou o homem invisível,

Sentado numa mesa invisível,

Desenhando na sombra quatro cadeiras invisíveis…

Estou numa esplanada invisível,

Num bar “Mercado” … também ele… invisível,

 

Solto-me das amarras de vento,

Liberto-me das searas perpendiculares ao quadrado da hipotenusa…

Brinco com um velho copo de uísque,

E o invisível homem cresce na praia da areia branca,

Está noite, meu amor,

Tenho nas mãos os três livros invisíveis que me ofereceste pelo Natal…

E sinto que todos os Natais são invisíveis…

 

Tenho saudades do meu pai,

Abraço a minha mãe durante a tempestade, somos fortes, e vamos resistir a este caos invisível…

 

Sabes, meu amor…

 

Nunca poderás beijar este homem invisível,

 

Filho das cavernas,

Homem dos barcos de papel navegando no Oceanos invisível da madrugada risível,

Agacho-me, sento-me no teu colo, meu amor, e tenho medo dos furacões com olhos de serpente, e tenho medo de perder-te neste bar invisível.

 

 

 

Francisco Luís Fontinha

Alijó, 26 de Agosto de 2017

Calçada imaginária (Ajuda)

Francisco Luís Fontinha 11 Ago 17

Se o mar entrasse pela janela e me levasse…!

 

Fim de tarde,

Começa a noite das camélias enlouquecidas,

Visto-me de mendigo…

E caminho pela cidade abandonada,

 

Se o amor mata… não o sei!

 

Nunca vi ninguém morrer por causa do amor,

É uma treta a saudade dos cavalos selvagens,

Quando poisam sobre a calçada imaginária,

 

Se a morte é felicidade… quero ser infeliz!

 

E morrer ao teu lado.

 

 

 

Francisco Luís Fontinha

Alijó, 11 de Agosto de 2017

Sombras de papel

Francisco Luís Fontinha 10 Ago 17

Minha querida Mirian,

 

 

A pureza dos teus lençóis de prata enganando o meu rosto carcomido pelo teu sorriso,

Recordo os teus beijos aprisionados aos meus,

Quando tínhamos a janela aberta e entrava em nós a fragância do Sol que nos abraçava nocturnamente,

Poisavas o teu cabelo nos meus seios suados pela tristeza da tua partida,

Ouvíamos música, entrelaçávamos os dedos como duas crianças num qualquer jardim,

Brincando com pequeninas pedrinhas de sombra,

Sabes, meu amor,

Deixei de ler os teus versos,

Deixei de abraçar as tuas palavras como fazíamos no Inverno, quando abraçávamos o vento regressado das estátuas de luz,

Deixei de pertencer às tuas coxas desenhadas nos círculos de desejo, ao longe a árvore que nos escondia da tempestade,

Deixei de viver, meu amor,

Apenas finjo caminhar sobre a areia molhada da tua pele…

E ambas sabíamos que um dia tudo terminaria… a trágica morte das nossas sombras de papel.

 

Beijos

 

 

 

Viviane

Alijó, 10 de Agosto de 2017

Viagem ao Inferno

Francisco Luís Fontinha 6 Ago 17

Vai até à escuridão dos dias falidos,

Vai, corre enquanto a noite não regressa e te leve…

Vai até ao rio ver as gaivotas,

Os candeeiros devolutos abraçados aos barcos ancorados,

Vai, vai até à maré e finge que está tudo bem,

Está sol,

Tens as minhas palavras na mão…

Vai, vai até à revolta dos meninos que brincam na rua,

E nunca digas que estás triste,

E nunca digas que amanhã não estás cá…

Vai…

Vai e volta quando te apetecer regressar…

Mas nunca digas não.

Vai…

Vai e abraça-me,

Até que a saudade nos separe.

 

 

 

Francisco Luís Fontinha

Alijó, 6 de Agosto de 2017

O feitiço da madrugada

Francisco Luís Fontinha 17 Jul 17

Há-de crescer no teu peito a saudade,

O lívido Oceano vergado à tua sombra longínqua…

Que brinca nas minhas mãos,

Um dia regressará a mim a tua sonolência em forma de deserto,

As árvores do teu passado são hoje páginas argamassadas de poesia,

Livros dispersos sobre o mar,

Escondo-me de ti,

Tenho medo que digas que envelheci…

E que o rio deixou de respirar,

Há-de crescer no teu peito o feitiço da madrugada,

As correntes que me prenderão aos socalcos inanimados…

A máscara espelhada nos lírios da insónia,

Fragrância perceptível nas andanças tuas pernas subindo o Chiado…

E, eu sentado na penumbra disfarçado de sem-abrigo…

Cuidado,

Stop,

Amanhã aparecerás em frente ao espelho,

Triste,

Tão triste meu amor…

Pertencer a estes livros estacionados na berma da morte.

 

 

 

Francisco Luís Fontinha

Alijó, 17 de Julho de 2017

A arte de ser poeta

Francisco Luís Fontinha 12 Jul 17

As palavras escrevem-se no rosário da noite,

Crescem livros de porcelana,

Relógios de Sol…

Telas em branco saboreando os pincéis da solidão,

Deito-me nesta cama,

E sem palmilhar este chão,

Agreste como aqueles que não têm pão,

O trigo invade a seara,

Desce a montanha…

E perde-se na razão.

 

 

As palavras ardem nesta fogueira,

Coração fraccionado e em pedacinhos,

 

Sempre que não regressa a tarde.

 

 

As palavras que escrevo no teu corpo,

Os livros que construo no teu cabelo lamacento depois das chuvas de Verão,

Seca o capim,

Fica a terra seca e gretada pela confusão das crianças que brincam sem parar,

 

E adormecem como gaivotas,

 

 

Que a noite os traga de volta.

 

 

 

Francisco Luís Fontinha

Alijó, 12 de Julho de 2017

O capim da saudade

Francisco Luís Fontinha 11 Jul 17

A casa descalça no sombrio destino da pele camuflada pelo capim da saudade,

O cacimbo poisa docemente no teu sorriso, como uma gaivota de vento enrolada na árvore da solidão,

Foge de mim e abraça-se à liberdade…

Até que a noite se veste de negro…. E no chão

Queimado pelo suor do teu cabelo, levita na imensidão do Universo…

Escrevo-te este pobre verso,

Sem saber se saberás ler,

Ou escrever,

 

Um tentáculo de papel absorve-te na ribeira da montanha adormecida,

Sinto o levante amante que sou nas tuas lágrimas,

Como uma pedra ressequida…

Do velho xisto exposto ao Sol da manhã embainhada na espada da serpente envenenada pelo silêncio,

E dou-me conta que sou apenas eu neste inferno…

 

Viver é passar os dias aqui sentado a olhar o mar suicidado numa tarde de Verão,

Viver é passear-me com o teu caderno debaixo do braço esquerdo,

Onde guardo a tua carta de despedida…

E o teu pedido de partir,

 

E a fuga é uma miragem com vista para o mar…

 

Assombrado,

 

Reconheço que da tua ausência nasceu um poema parvo,

Tão parvo que tenho vergonha de o transcrever para o papel…

 

Encerro docemente o caderno na minha mão e escondo-me de ti.

 

 

 

Francisco Luís Fontinha

Alijó, 11 de Julho de 2017

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