Blog de Luís Fontinha. Nasceu em Luanda a 23/01/1966 e reside em Alijó - Portugal desde Setembro de 1971. Desenhador de construção civil, estudou Eng. Mecânica na ESTiG. Escreve, pinta, apaixonado por livros e cachimbos...

20
Jun 11

É de vento

Que alimento o meu peito cansado

É no vento que deixo as minhas cinzas

Ao vento quando o mar ficar calmo

 

É de vento

No vento o meu corpo trucidado…

 

É no vento que os meus lábios descansam

Quando de mim o vento sem força

Me empurra rabina abaixo

E com vento sem vento

 

O meu corpo mergulha pacientemente

Na paixão do puxa e do empurra

 

E me afundo

E sinto as pedras que magoam as minhas costas de vento

É de vento

É no vento que descanso eternamente

 

O meu corpo em pó

Em pó o vento deixa cair o meu corpo no mar…

publicado por Francisco Luís Fontinha às 21:59

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