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Cachimbo de Água

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Desejo-me não desejar

Francisco Luís Fontinha 23 Jun 11

Desejo-me não desejar

Subir a montanha na manhã fria e escura

E nos meus olhos brincam as ondas do mar

E dos meus olhos um sismo de ternura,

 

Desejo-me deitar sobre a maré

Correr nas extremidades do vento

Subir a montanha a pé

No teu corpo em sofrimento,

 

Desejo-me não desejar

Brincar com as pétalas da dor minha mão

Fabricar sorrisos nos lábios e sonhar

Sonhar que na noite acorda um coração.

2 comentários

De João Sá a 23.06.2011 às 14:14

Boa tarde de um bom feriado, espero :)
Este poema está em destaque ""Na Rede" na homepage do SAPO Angola.

De Francisco Luís Fontinha a 23.06.2011 às 19:28

Olá João e bom feriado!
Obrigado pelo destaque e pelo apoio.
Abraço,
Luís

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