Blog de Luís Fontinha. Nasceu em Luanda a 23/01/1966 e reside em Alijó - Portugal desde Setembro de 1971. Desenhador de construção civil, estudou Eng. Mecânica na ESTiG. Escreve, pinta, apaixonado por livros e cachimbos...

03
Jul 11

E quando a luminosidade de uma árvore

Nas pétalas absorventes do vento

Teu corpo em mim saudade

Corpo de ti alimento,

 

Pendura-se no néon a cidade

Tu deitada na minha mão cintilante

Tu as ruas indefinidas dos prédios em ruína

Na tua pele meu amor na tua pele o céu brilhante

 

A lua do teu corpo,

Quero afagar os teus seios de amanhecer

Sem que os ponteiros do relógio acordem

Na manhã que vai nascer,

 

Vivo da esmola do teu corpo

Habito no teu útero desejado

Mergulho no teu púbis da noite

Ao teu corpo abraçado,

 

E no mar deixo o meu sémen que brota de ti

Nas horas amortecidas do luar

De ti a noite ancorada nas nuvens de algodão

Em ti os meus lábios beijar.

publicado por Francisco Luís Fontinha às 10:34

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