Blog de Luís Fontinha. Nasceu em Luanda a 23/01/1966 e reside em Alijó - Portugal desde Setembro de 1971. Desenhador de construção civil, estudou Eng. Mecânica na ESTiG. Escreve, pinta, apaixonado por livros e cachimbos...

26
Jul 11

Nos anzois da tarde

Os fios de seda em olhos magoados

O cansaço dos lábios na silaba humedecida da boca

E a palavra que jorra em corpos deitados,

 

O texto emagrece e funde-se na noite

Como rosas na mão de uma gaivota donzela

Os papéis amarrotados dos seios dissipam-se

E o fumo das estrelas entra pela janela,

 

A lua agachada no soalho

E acaricia o rodapé ensanguentado

Os fluxos de vapor das rosas

Quando sobre a cama dorme o espelho cansado,

 

E as palavras escrevem-se no espelho

Da tinta colorida do púbis amolecido

Começo a ler o texto

E ouço os ais de um corpo dorido,

 

Só a noite poderá salvar o texto

Quando a água límpida da ribeira

Absorve o suor das vogais

E a montanha se deita à minha beira.

publicado por Francisco Luís Fontinha às 16:42
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