Blog de Luís Fontinha. Nasceu em Luanda a 23/01/1966 e reside em Alijó - Portugal desde Setembro de 1971. Desenhador de construção civil, estudou Eng. Mecânica na ESTiG. Escreve, pinta, apaixonado por livros e cachimbos...

16
Mar 11

Aos poucos deixo de amar as palavras

E das frases levantam-se fantasmas,

Aos poucos nas palavras

O meu corpo começa a desfazer-se

 

E à minha volta apenas pó.

Aos poucos em mim

As palavras que eu tanto amava

Transformam-se em nada,

 

Simples coisas banais do dia-a-dia.

Aos poucos deixo de amar as palavras

E das frases levantam-se fantasmas,

E na minha mão cresce uma palmeira

 

Brinca uma gaivota junto ao mar,

E aos poucos eu sem palavras

Perdido nas páginas em branco da vida…

Que aos poucos acorda na escuridão.

 

 

 

Luís Fontinha

16 de Março de 2011

Alijó/Portugal

publicado por Francisco Luís Fontinha às 11:40

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