Blog de Luís Fontinha. Nasceu em Luanda a 23/01/1966 e reside em Alijó - Portugal desde Setembro de 1971. Desenhador de construção civil, estudou Eng. Mecânica na ESTiG. Escreve, pinta, apaixonado por livros e cachimbos...

04
Ago 11

De espingarda apontada à cabeça

Acredito que esta pode encravar,

 

Não tenho medo de passar fome

E viver miserável

Mas não rastejo aos pés de palhaços

Nem tão pouco ignorar meu nome

Vivo saudável

E abro os braços,

 

Chega senhores…

 

Chega de tanta tristeza

Chega de tanto envergonhar

E não há pior beleza

Que no chão rastejar,

 

Pobres doutores

Pendurados em castiçais

E não há alma que não esqueça

Os uis e os ais

E destreza

De pássaros que não podem voar…

 

Pobres pardais,

 

Não me vergarei

E só digo sim quando me apetecer…

Porque desde que aqui cheguei

Há muito muito tempo

Esta terra tinha vento

E agora… agora só tem almas a morrer.

publicado por Francisco Luís Fontinha às 21:06

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