Blog de Luís Fontinha. Nasceu em Luanda a 23/01/1966 e reside em Alijó - Portugal desde Setembro de 1971. Desenhador de construção civil, estudou Eng. Mecânica na ESTiG. Escreve, pinta, apaixonado por livros e cachimbos...

17
Ago 11

Procuro-me dentro de uma caixa de mar

E pequenas partes de mim morreram

Pedacinhos de ondas amarrotadas na maré

E o meu cadáver que morre sem cessar,

 

Perdi a fé

Quando alguém tampa a caixa com o céu

E fico eu, e fica o mar, e ficam as estrelas…

Dentro da caixa em papelão de fim de tarde,

 

Procuro-me

Desencontro-me do perfume das abelhas em flor

E a tarde nos teus olhos arde

E incendeia o orvalho do amor,

 

Procuro-me dentro de uma caixa de mar

Infinita e escura

Cansada de amar

Cansada das noites de amargura,

 

E nasce em ti o silêncio do luar

E nas minhas mãos poisam as estrelas envenenadas

Tristes como a manhã ao acordar

Nos pedacinhos de ondas amarrotadas…

publicado por Francisco Luís Fontinha às 12:28
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