Blog de Luís Fontinha. Nasceu em Luanda a 23/01/1966 e reside em Alijó - Portugal desde Setembro de 1971. Desenhador de construção civil, estudou Eng. Mecânica na ESTiG. Escreve, pinta, apaixonado por livros e cachimbos...

29
Ago 11

O fio da navalha pregado no meu pescoço

E a manhã emagrece e das horas oiço o silêncio

Das minhas mãos suspende-se um crucifixo

Que me olha impaciente,

 

Tem-me medo, e se esconde na sombra dos plátanos,

Pendura-se nos meus ombros

E olha-me

E olha-me,

 

O fio da navalha cravado nas minhas veias

E a morte espreita-me pela janela

O mar entra em mim

E o mar me leva para longe…

publicado por Francisco Luís Fontinha às 10:57
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