Blog de Luís Fontinha. Nasceu em Luanda a 23/01/1966 e reside em Alijó - Portugal desde Setembro de 1971. Desenhador de construção civil, estudou Eng. Mecânica na ESTiG. Escreve, pinta, apaixonado por livros e cachimbos...

02
Set 11

Hoje aconteceram coisas muito boas na minha vida, escrevi muito, escrevi muito percebendo que não adianta escrever nada, sou tão miserável por mito escrever como não escrevendo nada, e sou tão reconhecido como aqueles que não sabem escrever, e refiro-me infelizmente aos que são analfabetos,

 

Mas vou continuar a escrever, por prazer, apenas para chatear alguns gajos,

 

Mas vou continuar com a poesia, por prazer, apenas para chatear alguns gajos,

 

Hoje aconteceram coisas muito boas na minha vida, nada de especial, banais para alguns, muito especiais para mim, porque para mim especial não é ter ganho o euro milhões, não sei se já saíram os números, e também não estou muito interessado, nunca quis ser milionário, e não quero ser milionário,

 

Uma casinha de madeira junto ao mar na companhia da mulher que amo e sou amado, os nossos livros, e talvez um cão, duas ou três oliveiras para ela matar saudades da infância e espetar pregos, e é tudo, não quero mais nada,

 

Hoje aconteceram coisas muito boas na minha vida, escrevi muito, e não publiquei tudo, e vou deixar de publicar, isto é, irei apenas publicar algumas coisas, poucas, e assim muitos pensarão que morri, e enquanto acreditam que estou morto eu vou fazendo outras coisas mais interessantes, trabalhando se necessário na construção civil como servente durante o dia, e escrevendo durante a noite, e os poucos que me conhecem sabem que sempre dormi pouco, para mim dormir é uma seca tremenda, e é tempo desperdiçado comparado com a permanência do homem na terra,

 

Se eu dormir oito horas por dia quando tiver sessenta anos, vinte anos foram a dormir, e meu deus, tanto tempo desperdiçado, vinte anos que podiam ser aproveitados em tantas coisas, e vinte anos pode ser uma vida,

 

Mas se eu só dormir quatro horas por dia chego à conclusão que aos sessenta anos, e como neste momento tenho quarenta e cinco, quando chegar aos sessenta anos recuperei dois virgula cinco anos, e em dois anos e meio muita coisas se pode fazer,

 

Hoje aconteceram coisas muito boas na minha vida, escrevi muito, escrevi muito percebendo que não adianta escrever nada, e percebi que quando se é amado qualquer dificuldade da vida é ultrapassada, e nada servirá de desculpa para baixarmos os braços…

publicado por Francisco Luís Fontinha às 21:20

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