Blog de Luís Fontinha. Nasceu em Luanda a 23/01/1966 e reside em Alijó - Portugal desde Setembro de 1971. Desenhador de construção civil, estudou Eng. Mecânica na ESTiG. Escreve, pinta, apaixonado por livros e cachimbos...

28
Abr 11

 

Desenhador de construção civil (Autocad) com 19 anos de experiência, frequência do 2º Ano do curso de Engenharia Mecânica e conhecimentos:

- Programa de cálculo Cype;

- Ansys;

- Matlab;

Procura trabalho em qualquer área (desde a escrita ao desenho).

 

Contactar Luís Fontinha

 

Fontinha_francisco@sapo.pt

 

publicado por Francisco Luís Fontinha às 18:28

Amor que se encosta à janela

Nos cortinados de renda púrpura

Os lábios da manhã à espera

Da minha boca em secura

 

Numa árvore o meu corpo pendurado

E nos meus ossos a brancura

Que do meu coração cansado

Despede-se a manhã com ternura.

 

 

Luís Fontinha

28 de Abril de 2011

Alijó

publicado por Francisco Luís Fontinha às 12:53

Corre-me nas veias o sorriso de uma abelha

Na manhã desgovernada

No silêncio

Das pétalas que brincam na areia dos teus olhos

 

E nas paredes do meu esqueleto

Os pássaros que poisam e me sujam de porcaria

Eu sonâmbulo quando a noite me vem buscar

 

Para passear nas sombras dos candeeiros em delírio

Arrumadinhos junto à tua mão

Apanhando as lágrimas da tarde

Quando os malmequeres em demandada

 

Correm para o mar…

Corre-me nas veias o sorriso de uma abelha

Na manhã desgovernada

Na manhã de tristeza.

 

 

Luís Fontinha

28 de Abril de 2011

Alijó

publicado por Francisco Luís Fontinha às 11:07

27
Abr 11

Pego nos teus bracinhos

E saboreio a cânfora das manhãs de primavera

Entalo-me nas frestas do meu quarto

Quando a luz se acende só para mim

 

Hoje eu com sono

Pregado ao tecto de cabeça para baixo

Espreito pelas frestas

E a minha sombra poisa sobre a mesinha de cabeceira

 

Muito arrumadinho

Quietinho como se fosse um relógio de parede

Esquecido na poeira das tardes quando pela janela

Entra o mar

 

E das suas ondas os teus bracinhos

Que me incendeiam os olhos

E nos meus lábios deixam a secura do deserto…

Hoje eu com sono

 

Hoje eu com sono pregado no tecto

E de cabeça para baixo

Uma parte de mim entalada nas frestas

A outra metade escondida no guarda-fatos

 

Debaixo da almofada

Pego nos teus bracinhos

E saboreio a cânfora das manhãs de primavera

E hoje sim hoje eu com sono…

 

 

Luís Fontinha

27 de Abril de 2011

Alijó

publicado por Francisco Luís Fontinha às 21:23

Não te perca de mim

Noite em silêncio

Madrugada escondida nas horas adormecidas

Não te percas de mim manhã indolor

 

Flor que espera a tempestade

Dos teus lábios

Quando na tua boca

Acorda o desejo

 

E no mar ergue-se a solidão…

Não não te percas de mim

Abelha embrulhada em pólen

Cansada do batimento das asas

 

Não te percas de mim

Não deixes ao abandono a minha mão

E eu suspenso na alvorada

Não não te percas de mim

 

Poema dos teus olhos

Sorriso que se despe na tarde junto ao rio

Poema escrito no teu corpo que corre entre a montanha

Não não te percas de mim noite em silêncio.

 

 

Luís Fontinha

27 de Abril de 2011

Alijó

publicado por Francisco Luís Fontinha às 10:59

26
Abr 11

Sinto-me e sento-me malicioso

Incompreendido

Transeunte sentado no silêncio

Perdido

 

Sentado à espera de me sentir

Transtornado

Cansado em vias de sentar-me

Nos arrais da madrugada

 

E alegro-me ao vê-los passar

Mal vestidos

Sitiados nas calçadas onde adormecem

Bandidos…

 

Pedintes diplomados

Sinto-me e sento-me malicioso

Quando um aldrabão me grita na rua

- hoje temos peixe frito e arroz de feijão

 

Hoje encerrados por falta de clientes

Nem putas nem paneleiros

Barcos a motor

Petroleiros…

 

Hoje sinto-me e sento-me malicioso

Incompreendido

Vagabundo licenciado

Enrabado e fodido…

 

 

Luís Fontinha

26 de Abril de 2011

Alijó

publicado por Francisco Luís Fontinha às 21:10

Uma criança imaginária

Brinca num sorriso imaginário

As mãos cobertas de pétalas encarnadas

Que poisam nos lábios imaginários

 

No teu rosto imaginário.

Uma criança espera pela partida do paquete

Num mar imaginário

Rumo ao continente perdido no oceano

 

Imaginário.

E eu uma sombra imaginária

Aguardo pela chegada da primavera

Que trazem pássaros imaginários…

 

 

FLRF

26 de Abril de 2011

Alijó

publicado por Francisco Luís Fontinha às 10:37

25
Abr 11

 

 

Corre em mim o rio da saudade

Entre montanhas de néon

Corre corre o rio onde deixei as minhas lágrimas

E hoje passeiam as gaivotas em liberdade

 

Corre em mim o rio onde me sentava

E ao longe vinha o pôr-do-sol

E em mim os dedos aflitos com o cigarro

E em mim o rio se entranhava

 

Submergia-me junto à torre…

E eu sonhava

Corre em mim o rio da saudade

Que ao cair da noite me aparece

 

E me deseja bons sonhos

Boa noite

Corre em mim um rio vadio…

E nunca me vai amar

 

E eu amo-o desde que me dentei nos seus braços

Entre montanhas de néon

Corre em mim o rio da saudade

Corre corre o rio junto à calçada.

 

 

FLRF

25 de Abril de 2011

publicado por Francisco Luís Fontinha às 22:03

Abraça-me sem medo do vento

E poisa as tuas mãos nos meus olhos

Vendados pelo sofrimento

Abraça-me

 

Enquanto a tempestade não passa

E nas ruas correrem as sombras dos teus braços

Abraça-me apertadamente

Como não existissem cordas ou laços

 

Que prendem o meu corpo em flor

Apressadamente correndo os trilhos da saudade

Abraça-me sem medo do vento

Ou tempestade.

 

 

FLRF

25 de Abril de 2011

publicado por Francisco Luís Fontinha às 11:18

À espera de um olhar,

Um apenas; o teu.

 

E neste jardim

Onde me sento e descanso,

Longe de mim,

Esconder o que penso.

 

À espera de um olhar,

Um apenas; o teu.

 

Não tenho pressa de caminhar,

E se adormeço,

Não posso adormecer. Fico a sonhar,

À espera de um olhar,

Um apenas; o teu.

E não sendo o que pareço,

 

À espera de um olhar,

Um apenas; o teu.

O teu olhar que não mereço.

 

 

Luís Fontinha

Alijó

publicado por Francisco Luís Fontinha às 00:32

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