Blog de Luís Fontinha. Nasceu em Luanda a 23/01/1966 e reside em Alijó - Portugal desde Setembro de 1971. Desenhador de construção civil, estudou Eng. Mecânica na ESTiG. Escreve, pinta, apaixonado por livros e cachimbos...

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Jan 12

 

59,4 x 84,1 – Francisco Luís Fontinha

publicado por Francisco Luís Fontinha às 20:22
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27
Jan 12

A vida é um silêncio

Que caminha entre a alvorada

A vida não vale nada

A vida é um silêncio suspensa numa roda dentada

Em aço inoxidável

Entre as pernas de um mendigo

Deitado na calçada

Ai a vida saudável

Ai a merda da minha vida miserável

A vida é boa

Quando na cama deitada

Despida e sem saia e agarrada…

Às ruas de lisboa

E entra na madrugada

E desce a madragoa

Embriagada

A vida é um silêncio

Que caminha entre a alvorada

Sem pressa sem nada

publicado por Francisco Luís Fontinha às 00:29
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publicado por Francisco Luís Fontinha às 22:32
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publicado por Francisco Luís Fontinha às 20:09
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25
Jan 12

 

59,4 x 84,1 – Francisco Luís Fontinha

publicado por Francisco Luís Fontinha às 23:39
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publicado por Francisco Luís Fontinha às 22:36
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Toda a minha vida sonhos,

Sonhos e alguns impossíveis de realizar, mas há um sonho que nunca deixei de acreditar, há um sonho que não me deixou morrer,

Não sei se é doença mas a verdade é que sou um inadaptado, e nunca, nunca consegui superar a separação de Luanda e vivi sempre emerso em angustia e dor,

Dentro de mim existiu sempre algo a puxar-me e sempre acreditei em regressar à terra onde nasci, e acredito que vou conseguir,

Ter a nacionalidade angolana e regressar.

publicado por Francisco Luís Fontinha às 20:55

Entras-me no sangue

E caminhas nos túneis em plástico que dormem sobre a mesa-de-cabeceira

Entras e extingues-te como uma andorinha

Ao terminar a primavera

 

Desces cansaço embebido em drageias de néon

E um rio de sémen na algibeira da morte

Agarra-se aos meus braços e leva-os para a montanha

Povoada de ossos

 

É noite

E entras-me no sangue

E caminhas…

 

Fumo os últimos cigarros

No corredor longínquo

Onde passeiam petroleiros e plátanos desiludidos com a vida

E o que farei depois de terminarem os cigarros?

E quando a montanha deixar de ser a montanha…

O que farei?

 

É noite

E entras-me no sangue

E caminhas…

E todos os componentes metálicos do meu corpo

Abraçados à ferrugem

O que farei quando deixar de ter cigarros?

 

E quando a montanha deixar de ser a montanha?

O que farei dentro da montanha

Com ossos

Sem árvores

Sem cigarros…

Na algibeira da morte

publicado por Francisco Luís Fontinha às 19:59
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publicado por Francisco Luís Fontinha às 01:38
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