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Cachimbo de Água

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Dias de mim Sem fim

Francisco Luís Fontinha 11 Mar 12

Dias de mim

Sem fim

Tristezas que me olham das paredes cinzentas da manhã

Dias de mim

Sem fim

 

Quando tudo à minha volta morre

Cinzas que sobejaram dos papéis cansados

Nas palavras sem nexo

Das palavras abstratas da noite

Dias de mim

Sem mim

 

(Dias assim

Sem fim

À porta da noite)

 

Quando tudo morre

E as sombras são pessoas

E as mãos das pessoas

Árvores que tombam no silêncio das palavras

 

(Dias assim

Sem fim

À porta da noite)

 

Tristezas que me olham das paredes cinzentas da manhã.

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