Blog de Luís Fontinha. Nasceu em Luanda a 23/01/1966 e reside em Alijó - Portugal desde Setembro de 1971. Desenhador de construção civil, estudou Eng. Mecânica na ESTiG. Escreve, pinta, apaixonado por livros e cachimbos...

04
Mar 12

 

420 x 29,7 Francisco Luís Fontinha

publicado por Francisco Luís Fontinha às 23:44

Queria ter um interruptor

No meu corpo

Que eu pudesse desligar quando estou triste

Ficar suspenso entre o dia e a noite

E olhar-me no espelho da vida

Como se fosse um fio de sémen mergulhado no desejo

publicado por Francisco Luís Fontinha às 13:34

03
Mar 12

 

59,4 x 84,1 – Francisco Luís Fontinha

publicado por Francisco Luís Fontinha às 23:28

publicado por Francisco Luís Fontinha às 22:29

Não penso

Hesito

Comer as palavras

Deitar-me dentro do sono

Abraçado à tempestade

 

Não penso

Hesito

Queimar todos os livros

Sentado

Olhando o rio embrulhado na cidade

Comer as palavras

Queimar todos os livros

Ao final da tarde

 

Não penso

Hesito

Esconder-me no espelho da noite

E cerrar todas as janelas com vista para o mar

 

Não penso

Hesito

Comer as palavras

Deitar-me dentro do sono

Abraçado à tempestade

 

Não penso

Hesito

Queimar todos os livros

Ao final da tarde

publicado por Francisco Luís Fontinha às 13:26

02
Mar 12

Desfaz-se o meu corpo

Como um papel cansado

Saboreando o vento

Que desce a montanha

E poisa no rio

Com cio

Em sofrimento

Este petroleiro desgovernado

 

Saboreando o vento

 

Descendo o rio

Desfaz-se o meu corpo

Como um papel cansado

Embrulhado em sílabas de néon

Com um lacinho de saudade

E penso nela

Prisioneira de um livro de poemas

Sem vaidade

À janela

 

(Saboreando o vento

Prisioneira de um livro de poemas)

 

Sentada no jardim da cidade.

publicado por Francisco Luís Fontinha às 23:19

01
Mar 12

Visita-me ele todas as noites

Embrulhado em espuma de silêncios

Entra pela janela

E escreve numa parede invisível

(a que separa o dia da noite)

E escreve sem se cansar

Enquanto eu o olho

Sonho e também não me canso de sonhar

É transparente

Umas vezes está a chorar

 

E chama-se Mar.

publicado por Francisco Luís Fontinha às 23:15

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