Blog de Luís Fontinha. Nasceu em Luanda a 23/01/1966 e reside em Alijó - Portugal desde Setembro de 1971. Desenhador de construção civil, estudou Eng. Mecânica na ESTiG. Escreve, pinta, apaixonado por livros e cachimbos...

09
Ago 12

Desapareceram todas as ruas da aldeia

e os dias deixaram de acordar

há mais de uma semana que é sempre noite

sem estrelas

sem luar

e eu

e eu fico à janela todas as horas

todos os minutos

e todos os segundos...

a olhar para a tristeza da vida

pintada de azul

com pequeníssimos silêncios de saudade.

publicado por Francisco Luís Fontinha às 11:08

08
Ago 12

Estar só

entre a chuva odiada

quando derramada

dentro dos alicerces do cansaço

à espera do sono

perdido na memória

estar só

sentado numa pedra sem nome

sem destino

sem futuro

sem caminho

entre a chuva odiada

 

estar só

no silêncio das palavras aparvalhadas

quando derramadas

nos canteiros com flores adormecidas

cansadas

fodidas

como eu

sem janelas

nem portas para o céu

estar só

como eu

sem tecto para poisar o meu esqueleto ensanguentado de insónia...

publicado por Francisco Luís Fontinha às 12:50

publicado por Francisco Luís Fontinha às 11:43

Algures em pleno deserto...

publicado por Francisco Luís Fontinha às 11:36
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07
Ago 12

Estas coisas são patéticas

como o amor

o sol

e as nuvens

a paixão é patética

e às palavras faltam-lhes as carícias do homem morto

 

sou patético

e sem significado

 

(ALBERTÔ)

 

sinto nas minhas palavras

as palavras de “merda”

patéticas

sou patético

e sem significado

 

(NÃO TENHO SONHOS

NEM ACREDITO NO FUTURO)

 

Estas coisas são patéticas

como o amor

o sol

e as nuvens

 

e não tenho jeito para a meteorologia da poesia.

publicado por Francisco Luís Fontinha às 21:53

publicado por Francisco Luís Fontinha às 16:58

Deixei que voassem todos os barcos da ilha

pintei sobre a noite

as luzes de papel

e os pássaros de silêncio à procura das estrelas

 

deixei que voassem todas as árvores da ilha

e todas as pedras

e todos os desejos

deixei que voassem os meus olhos

e hoje sou um sonâmbulo curvilíneo

perdido na ilha perdida no centro do oceano...

publicado por Francisco Luís Fontinha às 12:06

06
Ago 12

Morrem os beijos

na boca da serpente

com o veneno das palavras

 

morrem os sonhos

na cabeça do poeta

porque as palavras dos beijos

morrem na boca da serpente

 

morrem os beijos

morrem os sonhos

e a serpente

e a boca da serpente...

come o amor que habita no coração do desejo

 

e o veneno das palavras será eterno

na boca da serpente.

publicado por Francisco Luís Fontinha às 12:46

publicado por Francisco Luís Fontinha às 00:28

05
Ago 12

Eu acreditava

nas palavras de ti

sem perceber que em cada noite

desaparecia uma estrela no céu

 

hoje as palavras de ti

são fantasmas...

 

néons em magras sepulturas

que procuram a noite

nos caixotes de lixo da cidade

entre os parêntesis do entulho

e a vaidade

entre a saia bordalesa

e a vodka em beijos silenciosos aos cigarros proibidos

e deixei de acreditar nas palavras de ti

 

hoje as palavras de ti

são fantasmas...

 

imagens desfocadas

nas paredes da insónia.

publicado por Francisco Luís Fontinha às 21:13

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