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Cachimbo de Água

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Carta de amor sem remetente

Francisco Luís Fontinha 21 Set 12

Não consigo escrever amo-te nos teus olhos

tenho medo de sussurrar-te ao ouvido a palavra desejo-te

e timidamente

timidamente escrevo nos meus lábios

a palavra quero-te,

 

hesito

e construo no silêncio do mar

a carta de amor sem remetente,

 

hesito

quando a lareira da noite cresce loucamente

e das tuas mãos oiço o vaguear das sílabas de amar,

 

e nas tuas mãos...

eu não consigo escrever a simplicidade das palavras

e sou covardemente agredido pelas flores

e não sou capaz

hesito

de escrever nos teus olhos... Amo-te.

 

(poema não revisto)

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