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Cachimbo de Água

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Tortura nocturna entre xistos magoados

Francisco Luís Fontinha 22 Nov 12

Deixas-me adormecer

no berço da lua

dor minha canção tua

do silêncio de viver,

 

Às palavras perdidas

dentro do feitiço amanhecer

soltam-se os ventos e as marés de morrer

em madrugadas na tua boca esquecidas,

 

Polícias da morte disfarçados de palavras estonteantes

as montanhas entre xistos desgovernados

coitados dos cadáveres saltitando nas janelas em sustos rasantes,

 

Coitados

dos cadáveres entre xistos magoados

que a noite tortura e come com os dentes cansados.

 

(poema não revisto)

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