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Cachimbo de Água

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Fogo

Francisco Luís Fontinha 12 Jul 14

Fogo,

o teu corpo em liberdade,

suspenso nos braços do desejo,

o fogo que não arde,

o teu corpo quando mergulhado nas asas da madrugada,

o fogo, o fogo em teus cabelos que gritam o silêncio,

o teu corpo evapora-se e dele nasce o beijo,

o fogo... o fogo húmido da tua pele,

adormecida nas mãos cansadas,

tristes, tristes... porque o amor alicerça-se à alvorada,

e o fogo, o fogo que invade o verbo amar,

o fogo extingue-se e tu... e tu és um cubo de vidro com janelas para o mar...

 

 

Francisco Luís Fontinha – Alijó

Sábado, 12 de Julho de 2014

Viver

Francisco Luís Fontinha 12 Jul 14

Vivíamos encaixotados numa lâmina de silêncio,

tínhamos dentro de nós o sonho, tínhamos a transparência do amanhecer,

vivíamos sem saber que vivíamos...

viver,

 

Vivíamos dentro do espelho de uma folha por escrever,

vivíamos como se amanhã fosse o dia mais belo do luar,

tínhamos as palavras em gritos, e vivíamos acreditando que havia uma árvore nua, em despedida...

sentada na alvorada... esperando o regresso do mar,

 

Vivíamos no centro do círculo de vidro,

tínhamos no olhar a distância transatlântica do desespero..., havia em nós o medo, a solidão,

vivíamos não vivendo,

… porque tínhamos um beijo em nossa mão.

 

 

Francisco Luís Fontinha – Alijó

Sábado, 12 de Julho de 2014

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