Blog de Luís Fontinha. Nasceu em Luanda a 23/01/1966 e reside em Alijó - Portugal desde Setembro de 1971. Desenhador de construção civil, estudou Eng. Mecânica na ESTiG. Escreve, pinta, apaixonado por livros e cachimbos...

03
Out 14

Prometeste-me uma jangada de saudade

desenhaste em mim uma rua sem saída

de uma qualquer cidade,

 

naquela madrugada de solidão

parti...

voei em direcção ao infinito

naquela madrugada sofri

gritei

não

não chorei

porque a jangada prometida

se afundou nas tuas mãos

trémulas

mergulhadas na dor

suspensas no transatlântico de cartão,

 

havia palavras na tua face esbranquiçada

palavras que de nada me servem

porque... porque o sofrimento é uma calçada

porque o sofrimento é um rio sem nome,

 

prometeste-me uma jangada de saudade...

 

e o teu corpo parece desfazer-se em pequenas migalhas de suor

há uma livro para ler...

há um livro para escrever,

 

prometeste-me uma jangada de saudade...

e apenas tenho o teu rosto envelhecido

distante

desorientado...

como eu

perdidos na sanzala do Adeus!

 

 

Francisco Luís Fontinha – Alijó

Sexta-feira, 3 de Outubro de 2014

publicado por Francisco Luís Fontinha às 21:29

02
Out 14

Estes versos não são teus,

não existem palavras para saciares os teus desejos,

anseios... e medos,

 

Não há mar sem rochedos,

nem barcos sem marinheiros...

estas palavras são beijos,

 

São torpedos...

veneno esponjoso que alimenta a garganta da dor,

estas palavras... estas palavras não são as palavras de amor!

 

 

Francisco Luís Fontinha – Alijó

Quinta-feira, 2 de Outubro de 2014

publicado por Francisco Luís Fontinha às 21:55

01
Out 14

Dos espinhos melancólicos da insónia,

oiço-os,

como se eles tivessem um corpo,

ou... ou vestissem-se de palavras ainda não escritas,

entranhadas no papel amarrotado da madrugada,

oiço-os...

os sons melódicos do piano amar...

domesticado,

livre...

dos espinhos melancólicos, as ditas canções anónimas com sorriso de alecrim,

o cansado beijo suspenso nos lábios da pianista...

livre... até que desaparece no seio das linhas paralelas da solidão.

 

 

Francisco Luís Fontinha – Alijó

Quarta-feira, 1 de Outubro de 2014

publicado por Francisco Luís Fontinha às 21:30

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