Blog de Luís Fontinha. Nasceu em Luanda a 23/01/1966 e reside em Alijó - Portugal desde Setembro de 1971. Desenhador de construção civil, estudou Eng. Mecânica na ESTiG. Escreve, pinta, apaixonado por livros e cachimbos...

21
Dez 14

(desenho de Francisco Luís Fontinha)

 

 

Esta porta

morta

infeliz aquele que deseja entrar

e a sombra o acorrenta

aos velhos telhados de cartão

esta porta

sem acesso ao coração

em vidro

de pedra

o xisto desfeito em lágrimas de papel...

e há sempre um corpo esperando pelo regresso da tempestade

sem vaidade,

sem... sem amizade

esta porta encerrada para obras de restauro

lapidações em trinta e seis prestações...

a vida se perde neste labirinto de palavras

e madeira apodrecida

esta porta

sem entrada para o casebre da mendicidade

e elas em guerra por um punhado de areia

ou... ou por um poema em decomposição

os braços achatados

e sobre os ombros... a fugitivo da madrugada...

de cidade em cidade... de corpo em corpo... de nada em nada.

 

 

 

Francisco Luís Fontinha – Alijó

Domingo, 21 de Dezembro de 2014

publicado por Francisco Luís Fontinha às 22:49

Tínhamos os holofotes do desejo nas nossas coxas,

argamassavam-se nos teus seios os fios de saliva do meu sofrimento,

tinha no peito uma concertina a chorar,

sentia-me liberto das tuas garras,

e palavras que foste coleccionando no meu peito,

tínhamos os holofotes do desejo... sem percebermos que o amor é um milímetro quadrado de nada...

 

 

 

Francisco Luís Fontinha – Alijó

Domingo, 21 de Dezembro de 2014

publicado por Francisco Luís Fontinha às 02:39

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