Blog de Luís Fontinha. Nasceu em Luanda a 23/01/1966 e reside em Alijó - Portugal desde Setembro de 1971. Desenhador de construção civil, estudou Eng. Mecânica na ESTiG. Escreve, pinta, apaixonado por livros e cachimbos...

21
Mar 11

Abraço-me ao meu corpo cansado

Pela neblina das nove da manhã,

E num sorriso que perdi na noite de ontem

Vou procurar pegadas da minha sombra,

Luz de finíssimas escuridões

Surpreendem-me na madrugada

Que desistiu de me acordar,

E nos meus braços que me abraçam

 

O teu rosto ausenta-se e diminui de tamanho.

Eu enfadonho meu silêncio em busca de ti

Levado nas horas de um dia que desiste de acordar

E se esconde na tua mão.

 

Batem à porta do meu quarto esquecido dentro de teu corpo (que já me pertenceu)

Teu corpo despido, molhado, embriagado na minha presença,

- Porque me perseguem os teus olhos enraivecidos?

E sei que me vou perder nas tuas coxas de silício…

 

Que foram minhas.

Não tenho medo da tua luz existente no teu olhar

Que me condena, e sou condenado à prisão da saudade,

Desejos que penduro nos teus lábios imensuráveis

Numa viajem sem destino, num porto de abrigo fundeado

Na tempestade…

 

Abro as janelas do meu coração

Que dão acesso ao fundo do mar,

Mergulho até ficar cansado…

E com o corpo anestesiado no sofrimento

Da neblina das nove da manhã,

Adormeço nos teus sonhos.

 

 

 

Luís Fontinha

21 de Março de 2011

Alijó/Portugal

publicado por Francisco Luís Fontinha às 17:38

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