Blog de Luís Fontinha. Nasceu em Luanda a 23/01/1966 e reside em Alijó - Portugal desde Setembro de 1971. Desenhador de construção civil, estudou Eng. Mecânica na ESTiG. Escreve, pinta, apaixonado por livros e cachimbos...

14
Jan 20

O silêncio apertado nos lábios da saudade.

O beijo suspenso na solidão nocturna do cansaço,

Há flores no meu jardim, envelhecidas,

Outras, cansadas,

Tristes rosas nas lágrimas da noite.

O pesadelo da infinita madrugada,

Quando traz a liberdade prometida,

Vaiada…

Garrida.

O texto que se escreve na penumbra,

Quando as palavras adormecem,

E, choram de alegria.

Regressa a morte,

Leva-o a passear,

Inventa amanheceres,

Como quando o poeta,

Derrama palavras emagrecidas,

A fome de viver,

A fome de caminhar junto ao rio,

E aquele silêncio,

Apertado,

Mergulha nos lábios da saudade.

 

 

 

Francisco Luís Fontinha – Alijó

14/01/2020

publicado por Francisco Luís Fontinha às 21:46

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