Blog de Luís Fontinha. Nasceu em Luanda a 23/01/1966 e reside em Alijó - Portugal desde Setembro de 1971. Desenhador de construção civil, estudou Eng. Mecânica na ESTiG. Escreve, pinta, apaixonado por livros e cachimbos...

24
Out 11

O silêncio inconfundível do meu cachimbo

Quando a tarde se esconde nas nuvens de algodão

E em pedacinhos de nada

Desce a noite à minha mão,

 

Abraço-me aos sorrisos do fumo dilacerante

Que se entranha nas minhas veias como um rio rebelde

Ausente

Que corre em direção ao mar,

 

Sento-me junto ao rio que corre em mim

E olho-o a extinguir-se na noite – O meu cachimbo –

O fumo em milhões de cores nos lábios do pôr-do-sol…

E à lua se abraça o silêncio do meu cachimbo.

publicado por Francisco Luís Fontinha às 18:31

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