Blog de Luís Fontinha. Nasceu em Luanda a 23/01/1966 e reside em Alijó - Portugal desde Setembro de 1971. Desenhador de construção civil, estudou Eng. Mecânica na ESTiG. Escreve, pinta, apaixonado por livros e cachimbos...

30
Out 11

O poema constrói-se no púbis da madrugada

E gemidos e ais

Se abraçam ao néon embriagado da noite,

Tu sorris-me com o silêncio dos lábios,

E as sílabas do sofrimento

Na sombra da minha mão

Que pausadamente constrói o poema

Junto à areia do mar,

 

Dispo o poema

E acaricio-lhe as vogais mergulhadas em desejo,

E das coxas de uma quadra…

Acorda uma flor encarnada,

 

O poema torce-se e roda sobre o meu corpo,

E o meu corpo é o mar

Que engole o poema,

E o poema ama-me e eu amo loucamente o poema

 

Quando o rio sobe as escadas do prazer,

E o poema cansado

O poema feliz

Por ser amado e desejado

 

Pelo meu corpo vestido de mar…

publicado por Francisco Luís Fontinha às 00:42
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