Blog de Luís Fontinha. Nasceu em Luanda a 23/01/1966 e reside em Alijó - Portugal desde Setembro de 1971. Desenhador de construção civil, estudou Eng. Mecânica na ESTiG. Escreve, pinta, apaixonado por livros e cachimbos...

04
Nov 11

Eles saem-me da mão como se fossem silêncios de vento

Sobre as pétalas doiradas da manhã

Percorrem cada milímetro da finíssima folha de papel

Poisada sobre a areia

 

Eles saem-me

E ganham forma na geometria do pôr-do-sol

Começo a ver o rosto disforme entre a janela

E o cortinado da noite

 

Os olhos

A boca

O sorriso abraçado às oliveiras selvagens

E dos riscos que saem da minha mão

 

As pétalas doiradas da manhã

Nos silêncios de vento

Quando rompem o mar

E perdem-se debaixo da maré…

publicado por Francisco Luís Fontinha às 19:00
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