Blog de Luís Fontinha. Nasceu em Luanda a 23/01/1966 e reside em Alijó - Portugal desde Setembro de 1971. Desenhador de construção civil, estudou Eng. Mecânica na ESTiG. Escreve, pinta, apaixonado por livros e cachimbos...

05
Nov 11

Também eu queria ser o mar

E na minha garganta

Engolir os barcos solitários

Também eu

Queria ser o mar

E comer as manhãs quando acordam

 

E as que se esquecem de acordar

Deixava de haver manhã

E a noite

Sempre acordada

Sempre noite

Nos teus braços

 

Também eu queria ser o mar

E alimentar-me das tuas mandibulas

Ser o mar

Também eu sofro nas tuas ondas

Sempre noite

Sempre acordada

 

Nos teus braços

O mar travestido de noite

E à noite a minha janela fecha-se

E os barcos entram em mim…

E na minha garganta

Extinguem-se os barcos solitários

publicado por Francisco Luís Fontinha às 19:50

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