Blog de Luís Fontinha. Nasceu em Luanda a 23/01/1966 e reside em Alijó - Portugal desde Setembro de 1971. Desenhador de construção civil, estudou Eng. Mecânica na ESTiG. Escreve, pinta, apaixonado por livros e cachimbos...

08
Nov 11

 

(desenho de Luís Fontinha/MiLove)

 

Não passas de um rio confuso

Olho-te

E sentado na rocha da noite enterro as minhas palavras nas tuas águas

Olho-te e não passas de um rio confuso

Frio

Ausente e que corres para o mar

 

Olho-te e peço-te que me leves até ao mar

Peço-te

Olho-te e não me ouves

Porque és um rio confuso

E curvas e curvas e curvas às voltas dos socalcos

E frio

 

E não consigo alcançar-te debaixo das nuvens

E tu prisioneiro a um cordel

E baloiças e baloiças no céu

Olho-te

E não me ouves

Olho-te e desistes de mim

 

E eu

Olho-te e não me ouves

E eu peço-te e não me levas a ver o mar

Sabes? Nunca abracei o mar…

Consegues desenhar na minha mão o mar?

Claro que não… porque não passas de um rio confuso

 

E frio

E que não me ouves

E eu

E eu peço-te que me mostres o mar

Como fazes quando me desenhas na testa

O pôr-do-sol…

publicado por Francisco Luís Fontinha às 22:10

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