Blog de Luís Fontinha. Nasceu em Luanda a 23/01/1966 e reside em Alijó - Portugal desde Setembro de 1971. Desenhador de construção civil, estudou Eng. Mecânica na ESTiG. Escreve, pinta, apaixonado por livros e cachimbos...

27
Dez 11

(Aos meus amigos:

Aqueles que o são;

Os que o fingem ser;

Aqueles que têm medo de o ser;)

 

Há um espelho suspenso nos dias

Que deforma o meu rosto

Há um espelho transparente que só existe na noite

E me engole

E me transporta pra o silêncio das estrelas

Há um espelho que me ama

 

Porque é um espelho invisível

Porque ninguém o vê

Porque não tem medo de escrever na geada da noite

Eu amo-te

 

Porque o escreve em silêncio

Para não ser recriminado por outros espelhos

Há um espelho que deforma o meu rosto

E quando me olho nele vejo os riscos que crescem sobre a copa das árvores

Junto ao rio

Numa rua sonâmbula e em lágrimas

 

Eis o meu retrato

Fabricado num espelho invisível

Sem medo de mim

Sem medo de me abraçar

E escrever na geada da noite

- Eu amo-te

publicado por Francisco Luís Fontinha às 12:08
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