Blog de Luís Fontinha. Nasceu em Luanda a 23/01/1966 e reside em Alijó - Portugal desde Setembro de 1971. Desenhador de construção civil, estudou Eng. Mecânica na ESTiG. Escreve, pinta, apaixonado por livros e cachimbos...

20
Jan 12

Em todas as madrugadas

Vem até mim a ausência

Em todas as madrugadas

Descem até mim as estrelas

E as cordas de nylon suspensas em plátanos magoados

Balançam como corpos despedaçados pelo vento

 

Em todas as madrugadas

Procuro o teu corpo na algibeira dos lençóis

E não te encontro

 

Em todas as madrugadas

Uma janela se encerra

E uma sombra esconde o mar no estomago dos rochedos

 

Em todas as madrugadas

Vem até mim a ausência

E uma abelha sem asas

Poisa na minha mão

E dos corpos despedaçados pelo vento

Crescem malmequeres desgovernados nas manhãs de inverno

publicado por Francisco Luís Fontinha às 19:16

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