Blog de Luís Fontinha. Nasceu em Luanda a 23/01/1966 e reside em Alijó - Portugal desde Setembro de 1971. Desenhador de construção civil, estudou Eng. Mecânica na ESTiG. Escreve, pinta, apaixonado por livros e cachimbos...

18
Fev 12

Finge-se de morto – O Poema

Quando poiso a caneta invisível na sua mão

E olho-o e ele olha-me – O poema

Seminu na garganta do cansaço

À mercê dos olhos de uma árvore

Longe da janela

Onde desaparecem as escadas em direção ao céu

E erguem-se mandibulas nas cores das estrelas

 

Crescem poemas na solidão dos plátanos

E num jardim imaginário

Descansa a solidão

No desejo das palavras

 

Finge-se de morto – O Poema

Quando poiso a caneta invisível na sua mão

E olho-o e ele olha-me – O poema

 

Que sobejou das minhas noites de insónia.

publicado por Francisco Luís Fontinha às 21:57

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