Blog de Luís Fontinha. Nasceu em Luanda a 23/01/1966 e reside em Alijó - Portugal desde Setembro de 1971. Desenhador de construção civil, estudou Eng. Mecânica na ESTiG. Escreve, pinta, apaixonado por livros e cachimbos...

19
Fev 12

A prisão invisível da manhã

Em pedacinhos de luz

Suspensos no cortinado da solidão

 

Puxo de um cigarro

E sinto que na minha mão

Gemem as palavras abraçadas aos triângulos da tarde

E quando acordar a noite

Um círculo de medo esconde-se no espelho do mar

E o meu corpo em desassossego dorme

Finge sonhar

Num jardim de claraboias com vista para o tejo

 

A prisão invisível da manhã

Em pedacinhos de luz

Suspensos no cortinado da solidão

E ao longe uma ponte de sorrisos saltita nos orgasmos do rio

Um barco esconde-se dentro da madrugada pintada

Nas páginas de um livro

Puxo de um cigarro

E sinto que na minha mão

 

Brincam as palavras no silêncio da manhã.

publicado por Francisco Luís Fontinha às 13:10

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