Blog de Luís Fontinha. Nasceu em Luanda a 23/01/1966 e reside em Alijó - Portugal desde Setembro de 1971. Desenhador de construção civil, estudou Eng. Mecânica na ESTiG. Escreve, pinta, apaixonado por livros e cachimbos...

07
Abr 12

Este barco sem rumo

Nas águas cansadas onde dormem as rosas vermelhas

Este barco sem rumo de âncora aguçada

Entre as nuvens e a lua atormentada

O poeta faz um esboço na maré

Com o carvão inventado das lágrimas da noite

O poeta é um parvalhão

Dentro do barco sem rumo

À procura das sandálias da infância

Teso sempre teso como o fio-de-prumo

Que liga a janela da noite à janela do dia

E o corpo do poeta

Nada mais de que as palavras em revolta

Nada mais

Poeta parvalhão

Sempre teso

Sempre sem tostão

Poeta de merda.

publicado por Francisco Luís Fontinha às 20:51

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