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Cachimbo de Água

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O caixote da morte

Francisco Luís Fontinha 4 Abr 11

O meu esqueleto pendurado no cabide

E com o que me resta faço uma fogueira

Queimo todos os meus livros

Incendeio as minhas telas

Está vento

Palavras são levadas pela rua

Corro em busca delas

Nada poderá ficar intacto

Apenas cinzas

E o meu esqueleto pendurado

 

De perna entrançada

Fuma cachimbo

Está vento

As cores das telas

Entram na sarjeta

O meu esqueleto pronto para ser encaixotado

 

E não tenho a certeza

Não tenho a certeza se os meus ossos

As cinzas dos meus livros e das minhas telas

Têm espaço no caixote da morte…

E o caixote da morte fecha-se sobre mim.

 

 

 

FLRF

4 de Abril de 2011

Alijó

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