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Cachimbo de Água

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Pequenas cintilações de um corpo em delírio

Francisco Luís Fontinha 18 Set 12

Loucas uvas que o desejo teu corpo absorve

como a esponja do amanhecer que engole os pedacinhos de sol

que a noite

aos poucos

vai vomitando contra as janelas do prazer

 

cintilam em ti

(dentro de vossemecê menina desejada pelas árvores dos jardins da Babilónia

onde crescem os poemas de Outono)

cintilam em ti os gladíolos teus olhos sobre os lençóis de linho que uma abelha teceu

entre os voos circunflexos imaginados na voz rouca de um louco

que te excita antes de adormeceres

cintilam

cintilam as loucas uvas que o desejo constrói nas tuas coxas suspiros e uivos de Primavera

 

loucas

as paixões que a fermentação do amor

desenha no teu púbis os silêncios da maré

 

loucas uvas

como a esponja do amor

que o desejo teu corpo

a noite

na noite

escreve os longínquos orgasmos de papel acetinado...

 

(poema não revisto)

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