Blog de Luís Fontinha. Nasceu em Luanda a 23/01/1966 e reside em Alijó - Portugal desde Setembro de 1971. Desenhador de construção civil, estudou Eng. Mecânica na ESTiG. Escreve, pinta, apaixonado por livros e cachimbos...

27
Set 12

Às vezes perco-me nos corredores dos arbustos que vivem nos meus olhos de vento

corro em direcção ao mar

e abraço-me aos cristais de prata que a garganta dos barcos enjoados

vomita contra as palavras de miséria

 

atravesso a ponte

e começo a voar até ao infinito destino da maré

e oiço os gemidos das andorinhas

a construírem a primavera que acordará depois de adormecer o inverno de ontem

 

às vezes visto-me com folhas de árvore

e bebo a saliva que as lágrimas do céu

deixam cair sobre as montanhas que beijam o rio da saudade

 

corro

às vezes

em direcção ao mar

 

mergulho nas planícies cansadas do abismo

antes de adormecer

e encerrar todas as luzes dentro da minha mão

 

(poema não revisto)

publicado por Francisco Luís Fontinha às 22:49

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