Blog de Luís Fontinha. Nasceu em Luanda a 23/01/1966 e reside em Alijó - Portugal desde Setembro de 1971. Desenhador de construção civil, estudou Eng. Mecânica na ESTiG. Escreve, pinta, apaixonado por livros e cachimbos...

17
Nov 12

Estavas tão cansada que esqueceste a minha mão de madrugada

poisada sobre a fúria noite em construção

desenhei-te na almofada silenciosa de uma cama de hotel

e os telhados de vidro choravam a tua partida

como eu meu amor

no indefinido sofrimento das palavras

escritas no teu corpo resgatado ao guarda-fato da insónia

os teus olhos sibilados pelos rios do prazer,

 

Estavas tão cansada

a minha mão de madrugada

nos lábios de deus

e no entanto

o teu sofrimento

percebi-o como percebo a tua ausência

cintilante que clareia nos quartos de hotel

das janelas com fotografias para a cidade adormecida,

 

Escrevo-te sabendo que a noite à lareira descerá dos livros sem palavras

como da tua boca os doces morangos da noite mal dormida

cinco minutos submersos no teu ventre de oiro poema das marés encantadas

escrevo-te

da tua boca

a almofada dos gemidos círios dos versos consumidos pelo fogo da paixão

o arbusto do sonho

nos teus olhos sibilados pelos rios do prazer.

 

(poema não revisto)

publicado por Francisco Luís Fontinha às 19:59

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