Blog de Luís Fontinha. Nasceu em Luanda a 23/01/1966 e reside em Alijó - Portugal desde Setembro de 1971. Desenhador de construção civil, estudou Eng. Mecânica na ESTiG. Escreve, pinta, apaixonado por livros e cachimbos...

22
Nov 12

Deixas-me adormecer

no berço da lua

dor minha canção tua

do silêncio de viver,

 

Às palavras perdidas

dentro do feitiço amanhecer

soltam-se os ventos e as marés de morrer

em madrugadas na tua boca esquecidas,

 

Polícias da morte disfarçados de palavras estonteantes

as montanhas entre xistos desgovernados

coitados dos cadáveres saltitando nas janelas em sustos rasantes,

 

Coitados

dos cadáveres entre xistos magoados

que a noite tortura e come com os dentes cansados.

 

(poema não revisto)

publicado por Francisco Luís Fontinha às 18:57
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