Blog de Luís Fontinha. Nasceu em Luanda a 23/01/1966 e reside em Alijó - Portugal desde Setembro de 1971. Desenhador de construção civil, estudou Eng. Mecânica na ESTiG. Escreve, pinta, apaixonado por livros e cachimbos...

09
Fev 13

Não sei

nunca percebi as tuas palavras despidas

e nuas

não sei e não percebo as antigas línguas de fogo

que as tuas mãos aprisionam como o fazem todos os amores das noites inventadas,

 

Acordam os amantes e as lágrimas derramadas

barbies madrugadas com seios de prata

e olhos em penumbra escuridão aos lábios em marés de silêncio

não sei

como será a lua depois da morte,

 

Não sei

como será o amor depois do vidro coração

se partir e repartir em pedacinhos

que as alvoradas cintilações adormecem

e comem como se comem as torradas com fénix dilacerada,

 

E nada

nem a noite

nem a triste madrugada

nem uma janela desesperada

no asfixiar sémen das palavras por dizer,

 

Ela suicida-se nos peitos amargos dos amantes de luz

deita a cabeça

cerra hermeticamente os olhos de solidão

puxa por um cigarro esquecido sobre a mesa-de-cabeceira

e percebe que ele há nove meses que não fuma,

 

E não sabe

e eu também não sei

se é menino

menina

ou gémeos contratados como as estrelas de papel dos orgasmos nocturnos,

 

Que voam

voam como pássaros imundos

sujos

sem cigarros como eu

como eu há nove meses sem fumar.

 

(não revisto)

@Francisco Luís Fontinha

publicado por Francisco Luís Fontinha às 22:21

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