Blog de Luís Fontinha. Nasceu em Luanda a 23/01/1966 e reside em Alijó - Portugal desde Setembro de 1971. Desenhador de construção civil, estudou Eng. Mecânica na ESTiG. Escreve, pinta, apaixonado por livros e cachimbos...

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Abr 11

Nunca recebi uma simples flor

Da tua mão, meu amor!

 

Estou habituado a receber

Silêncios de nada,

Fantasmas da madrugada

Que se confundem com o amanhecer.

 

A minha antologia poética.

Um saco de papéis espalhados pelo chão

À espera de irem para o contentor,

Nunca recebi da tua mão

Uma simples flor.

 

És tão patética!

 

Nos meus versos que foram teus

E agora são do nada,

Pequenas palavras em folhas de papel

Ornamentam o teu olhar,

És tão patética, meu amor,

Que nunca recebi flores da tua mão.

Aí momentos meus

Que se perderam no batel…

Escondem-se na madrugada.

 

E agora são Luar!

São nada.

 

Nunca recebi uma simples flor

Da tua mão, meu amor!

 

Nem uma simples rosa amarrotada.

Nada.

 

 

Luís Fontinha

publicado por Francisco Luís Fontinha às 10:51

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