Blog de Luís Fontinha. Nasceu em Luanda a 23/01/1966 e reside em Alijó - Portugal desde Setembro de 1971. Desenhador de construção civil, estudou Eng. Mecânica na ESTiG. Escreve, pinta, apaixonado por livros e cachimbos...

06
Ago 13

foto de: A&M ART and Photos

 

Sumias-te nas fendas cansadas das noites sem dormir

misturavas-te com a bruma espuma do infinito amanhecer

lias-me folheando-me como se eu fosse um livro inacabado

sujo

imundo deixado esquecido num banco em madeira,

 

Tínhamos frio

e sentíamos os ossos mergulharem no silêncio das pratas em construção

havia um poema que líamos todas as noites antes de adormecermos

e não dormíamos

e não tínhamos vontade de voar naquela noite de Novembro,

 

Ardíamos como lareiras de vidro

suspensas na insónia

ardíamos debaixo de mil cobertores

e de alguns invisíveis...

havíamos descoberto o abraço em prestações,

 

Trinta e cinco suaves

como janelas pigmentadas nas faces rosadas do Inverno

tínhamos um barco que esperava por nós

e todas as noites

habitávamos os musseques imaginários de uma Lisboa travestida de felicidade...

 

(não revisto)

@Francisco Luís Fontinha – Alijó

publicado por Francisco Luís Fontinha às 23:46

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