Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Cachimbo de Água

MENU

A seiva dos meus braços

Francisco Luís Fontinha 11 Mai 11

A seiva dos meus braços

Esgota-se na maré

Baixa a cabeça junto à areia…

E quando amanhece

 

Não seiva

Não braços

Nada ficou depois da tempestade

E quando amanhece

 

Procuro a seiva dos meus braços

A força do meu peito

E canso-me de procurar…

E procuro nas paredes do buraco

 

Qualquer coisa onde me agarrar

Mas a seiva escorre pelas entranhas da terra

Desaparece na maré

Foge dos meus braços.

 

 

Luís Fontinha

11 de Maio de 2011

Alijó

5 comentários

De Treza@blogs.ao a 14.05.2011 às 12:43

O caríssimo Luís fontinha permita-me discordar. Aliás, permita ou não, eu discordo na mesma :-) Porque isso de ser ou não alguma "coisa de jeito" tem muito que se lhe diga...

O Luís escreve bem mesmo quando escreve sobre coisas menos boas.
Talvez "as coisas" numa fase de dificuldades sejam "nada de jeito" mas as palavras que as dizem não...

São palavras que mergulham no desentendimento decididas a esventrá-lo (ao desentendimento) e procurar a resposta que atire o "des" dali para fora...

Palavras com que se apresenta publicamente toda a sua (como a de qualquer de nós) força e fragilidade de mãos dadas...

As mesmas palavras que do mergulho no desentendimento voltam num grito e mergulham noutro...

Essas palavras, Luís, vão para além da falta de jeito das coisas...

Por isso discordo que o que tem escrito não tenha grande jeito, ainda que reconheça a falta de jeito das coisas que lhe dão origem.

Posto isto, vou ali para o meu cantinho no leitor de feeds continuar a deliciar-me com o que escreve :-)

Comentar post

Sobre o autor

foto do autor

Feedback