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Cachimbo de Água

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A seiva dos meus braços

Francisco Luís Fontinha 11 Mai 11

A seiva dos meus braços

Esgota-se na maré

Baixa a cabeça junto à areia…

E quando amanhece

 

Não seiva

Não braços

Nada ficou depois da tempestade

E quando amanhece

 

Procuro a seiva dos meus braços

A força do meu peito

E canso-me de procurar…

E procuro nas paredes do buraco

 

Qualquer coisa onde me agarrar

Mas a seiva escorre pelas entranhas da terra

Desaparece na maré

Foge dos meus braços.

 

 

Luís Fontinha

11 de Maio de 2011

Alijó

5 comentários

De Treza@blogs.ao a 14.05.2011 às 12:44

Ah... e estamos em vias de virar o Cachimbo de Água do avesso e vesti-lo com uam fatiota condigna

De Francisco Luís Fontinha a 14.05.2011 às 19:07

Obrigado pelos comentários, Trêza .
Às vezes questiono-me como ainda tenho palavras com tantas adversidades à minha volta, mas acredito que tudo vai melhorar. É preciso acreditar.
Obrigado por tudo.
Abraço,
Luís

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