Blog de Luís Fontinha. Nasceu em Luanda a 23/01/1966 e reside em Alijó - Portugal desde Setembro de 1971. Desenhador de construção civil, estudou Eng. Mecânica na ESTiG. Escreve, pinta, apaixonado por livros e cachimbos...

13
Mai 11

Quero dormir eternamente

Mas nas paredes do meu corpo em desassossego

Uma luz emerge debaixo dos lençóis

As minhas mãos agarram-se às frestas do silêncio

 

E o meu corpo começa a levitar na manhã.

Pergunto-me porque não adormeço eternamente

E a resposta é impressa nos meus olhos…

Quando os meus olhos cegos pela noite

 

Descansam sobre a mesa-de-cabeceira

E com as minhas mãos procuro-os

E não olhos

E não vida

 

Que merda de vida;

Dormir

Alimentar-me de nada…

E ao fim do dia procurar os meus olhos

 

Que descansam sobre a mesa-de-cabeceira.

 

 

Luís Fontinha

13 de Maio de 2011

Alijó

publicado por Francisco Luís Fontinha às 11:39

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