Blog de Luís Fontinha. Nasceu em Luanda a 23/01/1966 e reside em Alijó - Portugal desde Setembro de 1971. Desenhador de construção civil, estudou Eng. Mecânica na ESTiG. Escreve, pinta, apaixonado por livros e cachimbos...

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Mar 15

O exílio disfarçado de madrugada, alguns papeis, livros poucos, um retracto do meu avô e… e nada mais do que isso, Margarida chorava com a minha partida, eu, finalmente em liberdade,

Os panos,

Os cortinados envernizados de saudade

Pai, regressaste?

Não, filho!

A morte não tem regresso, os cortinados envernizados de saudade, a manhã despedia-se do paquete que me transportaria

Para o inferno,

Que me transportaria para o infinito beijo do capim, sonhava com lobos, coelhos e cobras

Cobras?

Serpentes engasgadas pela ventilação mecânica dos fósforos sem memória, esquecem-se dos cigarros sobre a lápide, a fotografia, e

Não, filho!

Para o inferno…

 

(ficção)

Francisco Luís Fontinha – Alijó

Quarta-feira, 25 de Março de 2015

publicado por Francisco Luís Fontinha às 01:06

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